O mundo pós – pandemia provocou muitas reflexões e mudanças relacionadas às transformações digitais e ao comportamento das pessoas.
Palavras chaves como empoderamento, resiliência, ressignificância, reinvenção foram exaustivamente abordadas na fase da quarentena para driblar não somente o isolamento social, mas também a transformação que o novo modus operandi desencadeou na vida das pessoas.
Se por um lado gerou oportunidade, reconexão, reavaliações e resgate da família por outro, provocou crises e perdas (pessoais, familiares, existenciais, profissionais, financeiras), além de diversos desequilíbrios emocionais e comportamentais evidenciados nesta fase como transtorno da ansiedade generalizada, (TDHA), Brain fog pânico, depressão, irritação, medo, insônia, stress, síndrome do pensamento acelerado (TAG), entre outros.
Esse período de transição e adaptação, portanto gerou um esgotamento da energia cerebral pelo excesso de preocupação e o constante, mutável e diário boom de informações novas bombardeando forçosamente o mundo para as adequações do “novo mundo” em um “novo normal”.
Adotar ferramentas de mudança de hábitos e atitudes foram essenciais para incorporar as novas exigências para uma melhorar integração on line e off line.
A aceleração da tecnologia digital incorporou o novo formato home office em solucionar remotamente o engajamento virtual e minimizar a solidão e o isolamento. Entretanto, muitos estudos indicam que as redes sociais presenciais são mais indicadas para prevenir o declínio cognitivo em comparação com uma extensiva rede de seguidores digitais, amigos e/ou familiares ou colegas profissionais virtuais.
Apesar dos consumidores poderem fazer praticamente tudo virtualmente como solicitar um delivery de produtos e/ou serviços, fazer um curso (aprender nova habilidade ou aptidão), viajar sem sair de casa, etc, a re – conexão aos antigos hábitos
familiares como fazer as refeições em casa, utilizar a academia do condomínio e/ou casa ou adequar espaço para treinar e trabalhar em casa, foram muito importantes para resgatar a reaproximação real das pessoas.
A verdade é que apesar da mídia social ter se tornado um link express de conexão com o mundo (fácil conexão com pessoas e aumento da sensação de pertencimento), o bem estar futuro especialmente em relação a Geração Millennials pode ser abalado e comprometido.
Importante hoje entender que temos dois mundos: o virtual e o real e ambos são importantes para nutrir os desafios do corpo, da mente, da emoção e do cérebro.
Autoconhecimento, Autocontrole, Automotivação, Empatia, Gestão de Relacionamento para vivermos com sabedoria e equilíbrio a dinâmica da “nova era”
Qual a melhor postura em um mundo altamente conectado?
- Priorize cuidar de você e depois dos outros
- Evite a inflamação dos pensamentos e emoções – reflita sobre o que está consumindo de informações e emoções
- Conviva com pessoas nutritivas, alegres e alto astral
- Elevar o nível de pensamento, sentimentos, palavras e ações
- Pratique hobby ou atividade física em grupo
APPEL G et el .The future of social media in marketing J Acad Mark Sci 48(1):79-95,2020