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Programa de sobrevivência na selva tecnostress

Com a rapidez das mudanças, a globalização e as potencialidades tecnológicas, o stress passou a fazer, cada vez mais parte do ambiente corporativo e da vida cotidiana, mas com uma velocidade maior que o nosso limite adaptativo possa estar preparado para enfrentar e isso leva a um esgotamento físico e mental.

“Correr para o trabalho, driblar o trânsito, pular ou engolir uma refeição, folhear um livro e rastrear redes sociais” são expressões habitualmente utilizadas para acompanhar o ritmo de vida cada vez mais acelerado.

Hans Seyle, o pioneiro a estudar o stress, definiu como “o estado que se manifesta como uma síndrome específica constituída por um conjunto de alterações de natureza diversa com modificações biológicas” (1974 – Stress Without Distress).

O stress divide-se em duas categorias:

O eustress, que é positivo, criativo e saudável como exemplo podemos citar (a saída para a tão merecida férias, conseguir um a promoção, marcar o casamento, nascer o filho, etc) e o distress relacionado a derrota, medo, angústia, insegurança e até morte (desemprego, mudar de emprego, perda de entes queridos, doença, seqüestro, etc).

Em sua fase inicial, o stress é positivo, pois atua como uma alerta. O organismo produz adrenalina que dá animo, vigor e energia fazendo a pessoa produzir mais e ser criativa.

Mas pode ser negativo, na medida em que o evento stressante torna-se muito cansativo ou porque se prolonga em excesso. Isso acontece quando a pessoa ultrapassa os seus limites e esgota a sua capacidade de adaptação, levando ao surgimento dos sintomas e/ou das doenças crônico não transmissíveis como (obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias, etc).

Para controlarmos o stress, é imprescindível saber diferenciar o que é prejudicial do que é estimulante em qualquer setor de nossa vida e em qualquer situação para traçarmos a nossa vulnerabilidade ao stress.

Não seja tão perfeccionista. Nem sempre as coisas precisam ser à sua maneira e não exija demais de você nem das pessoas ao seu redor. Reconheça o limite de cada um inclusive o seu.

Exercite-se regularmente. Vá para o trabalho a pé ou até o restaurante na hora do almoço, estacione o carro longe.

Administre o seu tempo. Mais do que ganhar tempo é como usar o tempo que se ganha.

Recarregue as suas energias. Se possível procure parar e almoçar fora do trabalho todos os dias – esta meia hora que vice deixa a mente livre fará a diferença.

Durma melhor. Perceba quantas horas de sono fazem você se sentir revigorado e procure manter este ritmo.

Encare a vida com otimismo. Todo mundo tem dias ou até semanas ruins, mas fases passam. E pode ser que melhore se você tiver uma atitude positiva.

Mude a sua rotina. Traga novidades, não deixe se cair pela mesmice. Procure reconhecer quais fatores servem como motivadores para você.

Alimente-se de forma saudável e faça todas as refeições

Peça ajuda quando perceber que está sobrecarregado. Saiba dizer não e reconhecer que você tem um limite.

Controle a pressa e a corrida contra o relógio. Procure manter o equilíbrio emocional curtindo o processo do ser em vez de só preocupar com o fazer

Não se irrite com burocracia, trânsito, fila. Fazem parte da nossa rotina. Se não podemos evitá-los por que esquentar-se?

Periodicamente é importante fazermos uma reflexão da nossa vida, parar para pensar, refletir sobre nós mesmos, os nossos esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico financeiro. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de stress.

Esta mudança pode ir desde um simples até um complexo tratamento, ou resumir-se às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante.

Mas a principal atitude é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e emoções que a vida nos proporciona. E aí esta a verdadeira e milenar sabedoria.   

Mude o paradigma!

Fonte: Elisabete Russo