Atualmente a maioria das doenças são classificadas como doenças inflamatórias incluindo as Doenças Cardiovasculares, a Obesidade, a Diabetes Melito, Osteoporose, Artrite, Câncer, Doenças Autoimunes e Alzheimer, entre tantas outras.
Este novo conceito têm sido proposto para tentar explicar o caráter inflamatório em grande parte destas doenças que se apresentam como uma inflamação denominada inflamação crônica subclínica e que está envolvida em alterações fisiológicas, metabólicas e celulares responsáveis em desequilibrar a homestase do organismo.
Esta inflamação crônica acontece dentro de semanas, meses ou até anos e que se instala de forma insidiosa e freqüentemente assintomática.
E COMO FAÇO PARA SABER SE ESTOU INFLAMADO?
Diferentemente da tradicional inflamação classificada como “rubor, calor e dor” – sentidos, por exemplo, como a dor de garganta, esta a que me refiro não podemos sentir, mas podemos detectar através dos exames laboratoriais como p ex: alterações do colesterol, glicemia e pressão arterial e através de sinais e sintomas apresentados durante a consulta mas que muitas vezes não são diagnosticados laboratorialmente e sim detectados através do histórico clínico em relação ao inadequado estilo de vida tornando o individuo mais inflamado, com menos sangue para irrigar e nutrir as células e portanto mais oxidado.
E aí os sintomas se manifestam quando o organismo perde a capacidade de manter o equilíbrio. Neste momento, a doença se instala.
A verdade é que estamos todos inflamados e oxidados e para não ficarmos doentes temos que desinflamar e desintoxicar.
Alimentação desbalanceada, excesso de peso (tecido adiposo é um orgão imunoendócrino que acumula toxinas que afetam vários orgãos), stress, sedentarismo, baixa qualidade do sono, uso de tabaco e álcool, são gatilhos que comprotemetem a qualidade de vida e longevidade saudável.
São anos de exposição continua a uma alta carga tóxica em um planeta altamente stressante!
O QUE GERA A INFLAMAÇÃO?
Tanto estudos observacionais quanto ensaios clínicos indicam que a modulação dos fatores de risco citados acima, aliados a adoção de dieta equilibrada desempenha importante papel na redução do risco dessas doenças.
Sugere-se que a dieta ocidental altamente inflamatória causam ativação do sistema imune inato, levando à excessiva produção de mediadores pró-inflamatórios provocados pela dieta:
- Elevada no consumo de alimentos de alto índice glicêmico
- Pobre em fibra e compostos antioxidantes e antiinflamtórios
- Ricos em gordura trans, hidrogenada, saturada A adoção de hábitos não somente alimentares mas de vida saudável portanto estão diretamente associados com a melhora do estado inflamatório subclínico.
E COMO MODULAR A INFLAMAÇÃO?
Restabelecendo o equilíbrio metabólico para que o seu organismo aumente a capacidade em utilizar com maior eficácia os nutrientes encontrados nos alimentos consumidos resultando em maior produção de energia e melhoria da saúde.
Princípios básicos da desintoxicação
- Diminuir quantidade de gordura trans, saturadas e hidrogenada
- Diminuir quantidade de produtos industrializados
- Manter uma dieta balanceada
- Incluir ingestão de suplementos nutricionais e/ou fitoterápicos
- Comer comida de verdade
- Melhorar funcionamentos dos neurotransmissores cerebrais
- Praticar atividade física regular (exercícios cardiovasculares, mental e corporal)
- Controlar o stress
- Manter sono adequado Como você pôde perceber, estamos vivendo a “era das doenças provocadas pelo homem” – e já está comprovado cientificamente – 70% das doenças atuais estão relacionadas ao estilo de vida e não ao componente genético. Enfim, se você quer viver mais e melhor, inclua em sua alimentação alimentos promotores de saúde e não promotores de doença. Fazendo isso, você atrasa o seu relógio biológico e pode prevenir e até reverter o surgimento das doenças. Acredito na “nutrição preventiva” e a ciência tem demonstrado cada vez mais o poder da qualidade e não quantidade dos alimentos em melhorar o funcionamento de todos os órgãos como pâncreas, fígado, estômago, intestino, rins, pulmão, coração e cérebro. Tratar a causa e não mascarar o sintoma é fundamental para evitarmos o consumo excessivo de remédios e procedimentos desnecessários e tornar evitável o que depois poderá tornar-se inevitável. Avalie o que come e como vive e reflita sobre a sua saúde. Você pode começar agora. Pense nisso!